Curva de absorção da cebola orienta manejo nutricional mais eficiente e produtivo 

Presente em praticamente todas as regiões produtoras do Brasil, a cebola ocupa posição de destaque na horticultura nacional. Para que a cultura expresse todo o seu potencial produtivo e qualitativo, o manejo nutricional precisa ser conduzido com precisão. Nesse cenário, a curva de absorção de nutrientes se consolida como uma ferramenta técnica estratégica, ao orientar o planejamento da adubação ao longo do ciclo e promover maior eficiência no uso de insumos. 

Demanda nutricional x necessidades da cultura 

De acordo com Amanda Inoue, Assistente Técnica de Gestão de Produtos da Sakata, a curva de absorção permite compreender como a demanda nutricional da cebola varia conforme o estágio de desenvolvimento da planta. “Essa informação é essencial para alinhar a oferta de nutrientes às reais necessidades da cultura, evitando excessos, reduzindo perdas e favorecendo uma resposta agronômica mais consistente”, destaca. 

Durante o desenvolvimento, a cebola apresenta fases distintas de exigência nutricional, que devem ser consideradas no planejamento da adubação: 

  •   Estabelecimento inicial: necessidade de fósforo para enraizamento e crescimento uniforme.
  •   Crescimento vegetativo: maior absorção de nitrogênio e potássio para desenvolvimento foliar e garantir fotossíntese eficiente.
  •   Formação e enchimento de bulbos: crescente absorção de potássio e cálcio, essenciais para qualidade, tamanho e conservação pós-colheita.

“Além dos macronutrientes, o manejo nutricional da cebola deve contemplar os micronutrientes, como magnésio, enxofre, boro, zinco, cobre, ferro e manganês. Esses elementos participam de processos fisiológicos fundamentais e atuam na interação entre os nutrientes, influenciando diretamente o equilíbrio nutricional e o desempenho da lavoura”, explica a profissional.

Benefícios diretos para o produtor

Do ponto de vista técnico e econômico, a adoção da curva de absorção traz benefícios diretos ao produtor, ao permitir decisões mais assertivas no manejo da adubação: 

  • Maior produtividade e rentabilidade: ao aplicar os nutrientes no momento certo, a planta apresenta melhor resposta e consequentemente favorece a formação uniforme dos bulbos. O uso racional de recursos promove um maior retorno econômico.
  • Redução de desperdícios: evita o uso excessivo de insumos, diminuindo os custos de produção e o impacto ambiental.
  • Melhor qualidade: bulbos mais firmes e uniformes, maior durabilidade no armazenamento e melhor aceitação no mercado. 

Uso consciente: sustentabilidade no campo 

O conhecimento da curva de absorção vai além do aumento da produtividade. Ele promove o uso consciente de fertilizantes e insumos, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, além de contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis. 

Segundo Amanda, investir em tecnologia e em recomendações técnicas personalizadas garante ao produtor de cebola não apenas ganhos econômicos, mas também uma produção alinhada às novas demandas de mercado, que valorizam cada vez mais a responsabilidade ambiental. “É importante destacar que a curva de absorção deve ser utilizada como uma diretriz técnica e dinâmica, e não como uma recomendação fixa. Fatores como clima, tipo de solo, sistema de cultivo e condições regionais interferem diretamente na resposta da cultura, tornando indispensáveis os ajustes ao longo do ciclo produtivo”, salienta a técnica.

No caso da cebola Dudalina, essas informações estão disponíveis por meio dos distribuidores Sakata, que oferecem suporte técnico especializado e orientam a melhor adaptação do manejo nutricional às diferentes realidades regionais. Dessa forma, o produtor conta com um direcionamento técnico seguro para conduzir lavouras mais equilibradas, produtivas e sustentáveis.

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